Convergência digital é tema de Manifesto e debate na Universidade Católica de Brasília

30/03/2009 § Deixe um comentário

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Texto e fotos: Nathália Kneipp

“Rupturas da convergência digital: na comunicação, nas organizações e na sociedade” é o tema de um grupo de pesquisa recém-criado na Universidade Católica de Brasília (UCB). Para lançar o Manifesto desse “gabinete” de estudos do Programa de Mestrado em Comunicação, houve uma palestra de André Barbosa Filho sobre “a oferta de novas tecnologias, um movimento que não tem fim”, realizada hoje (27) na UCB, campus de Taguatinga.

O diretor do Programa de Mestrado em Comunicação, João Curvello, esclarece que os sete gabinetes (ver quadro abaixo) “são espaços de indução e de produção de pesquisa na área de Comunicação, coordenados pelos professores permanentes do Programa de Mestrado”. O ciclo de debates acontecerá até novembro, com encontros mensais do grupo.
Mercado promissor

A palestra do jornalista, professor e assessor da Presidência da República, André Filho, coincide com a data de inauguração do Design Center do Centro Nacional de Tecnologia Eletrônica Avançada S.A (Ceitec/MCT) em Porto Alegre (RS), instituição que terá seu foco em três nichos do mercado mundial de semicondutores: RFID, wirelles communication e digital multimidia. Filho aponta o fato de o Brasil ter a sua primeira “sala limpa” como a porta de entrada no seleto grupo de países que dominam a microeletrônica avançada e podem produzir e comercializar semicondutores e sistemas de circuitos integrados (chips).

Filho menciona que o Ceitec lançou, em setembro de 2008, o primeiro chip nacional para rastreabilidade bovina, um primeiro dispositivo de uma linha completa de produtos de rastreabilidade animal chamados de ATD (Animal Tracking Device) que serão fabricados na unidade e que contemplarão, posteriormente, as cadeias de suínos e aves.

Se para os pecuaristas as novidades são alvissareiras, para os profissionais da Comunicação e, especialmente, para os interessados em comunicação digital, mídias digitais, convergência digital, as novas perspectivas do mercado resumem-se no título do manifesto lançado nessa ocasião: “nada será como antes”.

O co-autor de “Comunicação Digital” e “Mídias Digitais” aconselha aqueles que têm interesse em atuar nessa área a conciliar presença no mercado com participação na universidade; engajamento nas pesquisas:. “quem faz deve pensar e quem pensa deve fazer”, sentencia.

Integração, palavra da vez

Não é à toa que o sistema escolhido para a TV Digital brasileira comece com a palavra “integração” e o Manifesto termine com a palavra “solidariedade”. Esses dois “pólos” resumem toda a estratégia e expectativas com a convergência digital que está se alastrando no País.

ISDB-T (Integrated Services Digital Broadcasting  Terrestrial) é o padrão japonês de TV Digital que foi adotado no Brasil. André Filho exibiu dois vídeos que ilustram os recursos que possibilitarão que a TV se torne um meio (crescentemente disponível nos celulares) que permita interatividade, multiprogramação, com um leque de opções e funções. No site g1.com.br/jornalnacional, ao digitar no campo de busca a expressão “tecnologias de comunicação e informação”, descortina-se um conjunto de artigos que elucidam o que ocorrerá na era do terabyte.

Bernardo Hernández, diretor de marketing do Google, é um dos entrevistados, no vídeo exibido, e traz o seu ponto de vista sobre mudanças, tendências e reflexões sobre as novas tecnologias e os novos conteúdos. Hernández mantém um blog em que discute, entre muitos assuntos, a rapidez com que a Internet está recebendo a migração de jornais que encerraram os seus negócios “em papel”, como o americano San Francisco Chronical ou o espanhol SegundaMano, e passaram a ter edições exclusivamente on-line.

Conferência Nacional de Comunicação

Uma faixa no fundo da sala em que ocorreu a palestra renova os votos dos estudantes “por uma Conferência Nacional de Comunicação ampla e participativa”. O timing é perfeito, pois, no dia 25 de março, a Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) aprovou requerimento da deputada Cida Diogo (PT-RJ) que cria uma subcomissão especial que ficará encarregada de acompanhar os debates preparatórios e durante a Conferência prevista para o início de dezembro deste ano. A subcomissão sobre “a Conferência será uma das três subcomissões especiais da CCTCI a serem instaladas neste ano, além de três outras subcomissões permanentes: de Radiodifusão, de Comunicação e de Ciência e Tecnologia” .

Filho descreveu a complexidade do portfólio “TV Digital brasileira”. Tais assuntos devem ser tratados nessa Conferência, como é o caso do uso racional do espectro de frequência; definições sobre quem ocupará a TV Digital nos próximos anos, questões relacionadas à legislação sobre outorga e monopólio midiático dos donos das emissoras, entre tantos outros temas. Para o palestrante, é imperativa a participação pública, pois a tecnologia deve ser útil aos anseios da população. Alerta os estudantes de comunicação sobre o processo de transição que está em curso rápido, “é preciso se capacitar com afinco para estar à altura dos desafios da convergência digital”, conclui.

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Temas dos gabinetes de pesquisa em comunicação do Programa de Mestrado da UCB:

1. Mídia Organizacional
2. Mídias Digitais
3. Artes Tradicionais e Cultura Mediática
4. Narrativas Publicitárias na Mídia
5. Mídia e Cidadania
6. Comunicação, Espiritualidade e Arte na Cultura Mediática
7. Rupturas da Convergência Digital: na comunicação, na sociedade, nas organizações

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Manifesto

27/03/2009 § 1 comentário

MANIFESTO

NADA SERÁ COMO ANTES

Rupturas da convergência digital: na comunicação, nas organizações e na sociedade

 

O cenário no qual estamos imersos é marcado por rupturas.

rupturas na sociedade, na política, na economia, na educação, na história, na ciência, no mundo do trabalho, nas cidades, nas organizações, nas hierarquias, nos processos criativos, na arte, na linearidade…na convergência digital.

Em todos os espaços, há rupturas.

As tecnologias emergentes e convergentes, o advento das novas gerações filhas da interatividade, a economia dos bens simbólicos, os processos co-criativos e rizomáticos e a subversão da hipertextualidade sinalizam com rupturas paradigmáticas profundas nos campos da comunicação, das organizações e da sociedade.

Essas mudanças demandam uma reinvenção cognitiva por parte de profissionais e pesquisadores, porque as teorias e os relatos que atribuíam sentido ao mundo já não são suficientes para dar conta da realidade mutável, mutante.  Porque os paradigmas até então vigentes mais nos cegam do que iluminam. Porque seus métodos mais engessam, esquartejam e fragmentam do que dão conta de uma nova totalidade complexa e sistêmica.

Parece compulsório indagar: que efeitos terão sobre a práxis comunicacional?  Qual o futuro dos cursos de Comunicação, cujos currículos ainda estão marcados pela linearidade cumulativa dos conteúdos, diante da subversão da interatividade e da hipertextualidade? Que impactos econômicos, culturais e sociais as rupturas já constatadas provocarão no âmbito das organizações sociais? Que novas competências precisam ser desenvolvidas? Que novos métodos e teorias emergirão da observação e da intervenção nesse cenário?

Por isso, diante desse cenário e dessas indagações, chamamos e conclamamos professores, pesquisadores, empresários, profissionais  e estudantes a:

Pesquisar, pesquisar, pesquisar.

Experimentar, experimentar, experimentar.

Criar, criar, recriar.

Sem medo…

Inquietar, provocar,

Instigar mentes

Multiplicar perspectivas

Superar explicações simplistas, rápidas e fáceis

Não fugir dos números nem dos algoritmos

Ao mesmo tempo,

Compartilhar, conviver e enfrentar o desconhecido

lançar-se ao infinito

com mais arte, mais imaginação

mais crítica, mais crítica, mais critica….

mais sensibilidade,

e, sobretudo,

mais solidariedade.

Nada será como antes!

Universidade Católica de Brasília

Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Comunicação

Gabinete de Pesquisa  Rupturas da Convergência Digital: na comunicação, nas organizações, na sociedade

 

Primeiros signatários:

Prof. Dr. Aylê-Salassié Filgueiras Quintão

Prof. Dr. João José Azevedo Curvello

Prof. Mestrando Paulo Marcelo Moreira Lopes

Primeiras teses, primeiras provocações

27/03/2009 § Deixe um comentário

Rupturas na Comunicação

1  – A áreas profissionais de Comunicação terão ampliadas as suas atividades  como  produtoras de conteúdos, para além do entretenimento, numa perspectiva de educação pública, associando-se, por meio das novas tecnologias, às expectativas das gerações de jovens ao mesmo tempo consumidores e produtores de bens simbólicos.

2  –  A  economia dos produtos simbólicos vai cobrar de volta do jornalista a sua competência analítica, porque a informação já não será  um monopólio corporativo. Será mais sofisticada em termos de conteúdo e linguagem,  e passará a exigir  habilidades hoje incomuns, já que tenderão a prevalecer a imediaticidade,  a qualidade e a criatividade,

3 – Espera-se que as rupturas da convergência digital tragam novos formatos e conteúdos e novas linguagens para a mídia e para além do próprio campo.

4 – Os jornais impressos perderão a prerrogativa da veiculação de fatos novos diariamente, porque não conseguirão trabalhar em tempo real e nem com interativamente e a flexibilidade de um “smartphone”, por exemplo.  Jornais diários analógicos tenderão, portanto, a desaparecer ou tornarem-se mais próximos das revistas.

5 – A televisão sobreviverá na medida em que incorporar tecnologias sensíveis de alta qualidade, e apresentar propostas alternativas de programação que possam conduzir o telespectador às cenas dos eventos e a novas experiências sinestésicas por meio da tecnologia da terceira dimensão e da holografia, por exemplo.

6 – A publicidade tende a ter uma boa parcela migrada definitivamente para os telefones, PC pessoais,  painéis eletrônicos –  a holografia poderá ter finalmente seu espaço –  apresentando-se com outros formatos e também com linguagem interativa.

7 – A entrada na era da comunicação digital poderá  fechar muitos dos cursos e faculdades de comunicação pelo país, que se apresentam mais como representantes do capital, e não com a responsabilidade da formação de massa crítica, ou que sejam propulsores de caminhos para o bem estar social. Os que estiverem apegados ao analógico serão os primeiros a perderem o rumo, se não se adaptarem, de imediato, às rupturas da convergência.

8 – As revisões curriculares exigirão extremo bom senso, porque as assimetrias no acesso e no uso das tecnologias convergentes não terão, de imediato, a abrangência da universalização.

9 – Paralelamente, o governo  brasileiro anuncia, como alternativa de expansão do próprio Produto Interno Bruto (PIB) nacional,  a perspectiva de investimentos volumosos nos anos que se seguirão  sob a égide do que está sendo chamado de a “economia dos bens simbólicos”.

10 – É urgente, ainda, o financiamento da pesquisa para a produção de conteúdos, mas uma produção refletida, com bases conceituais e educativas alinhadas a esse novo tempo, que vá além da retórica do óbvio e das frias e eqüidistantes descrições e análises arbitrárias.

 Rupturas nas Organizações

11 – No campo das organizações, a convergência digital provoca já há alguns anos uma redefinição e flexibilização de objetivos, fluxos e processos. Aponta para uma relação sem vínculos, sem estabilidade, em que a tecnologia permite concentrar poder sem centralizar e leva a reinvenção descontinuada.

12 –  A concepção dinâmica dos sistemas e a oportunidade de abordá-los desde os paradigmas da complexidade permitem pensar a comunicação organizacional como uma matriz relacional e participativa, concebida como lugar de encontro e de geração de significações, espaços e símbolos compartilhados.

Rupturas na Sociedade

13 – Na sociedade, os sinais de ruptura já são observados nas instituições, nos sujeitos, na sociabilidade, na reconfiguração cultural, nas relações entre gerações, no sistema produtivo, no conhecimento, nas relações de poder. Em todas as dimensões da vida em sociedade, há rupturas que reforçam a necessidade de aportar novos mapas que permitam aos sujeitos navegar e responder às demandas e oportunidades desse mundo em fluxo e em transformação.

TV digital no ar: recepção ou decepção!

27/03/2009 § Deixe um comentário

26/03/09

Por Paulo Roberto Elias

Existe um apelo intrínseco na recepção de televisão digital, seja lá em que sistema for: chama-se HDTV.

Mas, a migração da transmissão analógica terrestre para a digital envolve um outro aspecto, de natureza estratégica: a transmissão analógica vai acabar em algum momento do futuro.

No Brasil, ainda resta muito tempo, mas em outros países, como, por exemplo, os Estados Unidos, a parada recente da TV analógica transmitida por algumas emissoras deixou muita gente sem ver televisão, o que é profundamente injusto, quando se considera que as áreas sem cobertura de sinal digital por lá ainda são muitas.

 No Brasil, estima-se existir cerca de 96% de domicílios com pelo menos um aparelho de televisão, na região sudeste, e cerca de 88 a 94% nas outras regiões. Isso, somado ao baixo poder aquisitivo de uma parcela significativa desta mesma população, tornará o processo de migração do analógico para o digital um problema de proporções consideráveis.

A mudança da transmissão analógica para a digital exige também a aquisição e instalação de um conversor, para todos os aparelhos de televisão que não estiverem equipados com o circuito de sintonia e o decodificador de sinal digital. Este conversor é na realidade um receptor completo, dotado de circuitos demoduladores e demultiplexadores, e potencialmente capaz de transformar o sinal original em algum sinal prontamente utilizável pelo usuário, de acordo com o tipo de televisão que ele tem.

O sinal digital transmitido vai ao ar modulado analogicamente em UHF (Ultra High Frequency), ocupando as faixas de frequência que vão do canal 14 ao canal 69 (470 a 806 MHz), mas somente 6 MHz são destinados a uma dada emissora, que poderá usar esta faixa para transmitir um único ou vários sinais combinados, naquilo que é chamado de “multiprogramação”.

 O sinal que sai da emissora tem o mesmo formato do sinal digital que sai de um DVD ou outra mídia parecida: a imagem é misturada (multiplexada) com o áudio, e ambas essas informações vão ao ar na forma de um único bitstream. Dentro do conversor, este sinal é separado (demultiplexado) e processado para ser entregue nas saídas de vídeo e de áudio do mesmo.

Fonte: AdNews

Conceito de Linkania abre espaço para o exercício da cidadania na web

27/03/2009 § Deixe um comentário

 18/03/09


Nos últimos anos, a popularização da internet abriu margem ao aparecimento de inúmeras ações e movimentos com o intuito de estimular e abrir as portas para o exercício da cidadania por meio da web. A mais recente iniciativa nesse sentido atende pelo nome de Linkania, uma corruptela formada pelas palavras link e cidadania, que consiste em um espaço virtual para a prática da cidadania. Em vez do espaço físico de uma cidade, o relacionamento e a troca de informações são feitas por meio de links na web, criando assim uma relação de intercâmbio de conteúdos e produção de conhecimento.

O conceito foi apresentado nesta quarta-feira, 18, no Web Expo Forum 2009, em São Paulo, por Hernani Dimantas, coordenador do Laboratório de Inclusão Digital e Educação Comunitária (Lidec), do projeto Escola do Futuro da Universidade de São Paulo (USP). Ele explica que a internet não é mais uma ferramenta, mas um espaço de interação que funciona da mesma forma que qualquer outro, através da lógica da comunidade. A idéia principal por traz da prática da cidadania por meio da rede é a rapidez no acesso e na produção de conteúdo, em que o compartilhamento de idéias pode facilitar a obtenção de resultados.

Dimantas observa que a internet acabou por se tornar uma grande encurtadora de distâncias, e a interatividade constante fez com que o tempo de reação a uma determinada informação mudasse. “A internet é atemporal e a interação constante entre todos mudou a forma como as informações são acessadas.”

Para o pesquisador da USP, a lógica da comunidade empregada na rede criou novas perspectivas de trabalho, em que as pessoas se preparam para interagir virtualmente, mas transportam essas experiências para o mundo off-line, trabalhando sempre dentro da esfera colaborativa.

Outro ponto abordado por Dimantas foi o uso de internet nas escolas. Ele enfatiza que os diretores pedagógicos precisam analisar a situação sob a ótica de como a internet está sendo usada para ajudar no conteúdo das aulas, e não se as crianças a tem usado de forma correta. O coordenador do Lidec alerta que as escolas ainda não entenderam que para usar a rede é preciso perceber que ela é livre para todos e para qualquer coisa, e não adianta querer que ela se torne apenas mais uma ferramenta de apoio pedagógico. Ele frisa que não há como separar a internet “na escola” da web “fora da escola”. Contudo, Dimantas avalia que ainda vai demorar para que as instituições de ensino se conscientizem disso.

 
TI INSIDE – ONLINE

LG embute controle de automação em TV

27/03/2009 § Deixe um comentário

Por Daniel Serrano

A LG estará utilizando o sistema de automação Control4 em seus televisores. Segundo a Control4, a empresa Coreana passa a ser o primeiro fabricante a incorporar a tecnologia em um produto. Infelizmente, os televisores com o sistema não chegarão tão cedo a residências. A novidade chega ao mercado através da área comercial da LG, responsável por comercializar produtos para o mercado corporativo. Assim, quem desfrutará do novo produto, em princípio serão os hotéis, hospitais e empresas. Segundo executivos da Control4, no entanto, o sistema chegará logo aos lares, já que grande parte das tecnologias para automação é iniciada no mercado corporativo, atingindo logo em seguida o segmento residencial. Torço para isso.

FONTE: Cepro

Relator do PL 29 acha difícil barrar teles na TV paga

27/03/2009 § Deixe um comentário

24/03/2009

“será difícil barra a entrada das empresas de telefonia no setor de TVs por assinatura”

 O relator do PL 29/07 na Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara, deputado Vital do Rêgo Filho (PMDB-PB), defendeu a aprovação rápida da matéria e disse que acha difícil barrar a entrada das empresas de telefonia no setor de TVs por assinatura. O PL 29 unifica a regulamentação da TV paga, permite às teles entrar no mercado de audiovisual e cria medidas de proteção ao conteúdo nacional.

Ele prometeu entregar seu parecer no início do próximo mês e que vai sugerir um calendário comum para que o PL 29 seja votado ainda neste semestre pelas comissões de Defesa do Consumidor; de Ciência e Tecnologia; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. “Se soubermos dar celeridade ao processo, podemos votar o assunto até o meio do ano”, observou.

O projeto de autoria do deputado Paulo Bornhausen (DEM-SC) foi amplamente debatido no ano passado, mas não chegou a ser votado. O relator lembrou que os serviços têm um caráter público e um compromisso social, mas também precisam dar retorno econômico. “É um capital, nacional ou internacional, de um gigantismo muito grande, mas é consenso que será preciso trazê-lo”, ponderou ao defender uma nova regulação para a atividade.

Vital do Rêgo não quis adiantar detalhes do texto, mas assegurou, contudo, que o principal ponto é a discussão sobre o conteúdo da programação televisiva, especialmente a proposta de cotas para programas nacionais e regionais, sugerida durante o debate na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática.

O relator não informou se a proposta de Jorge Bittar (PT-RJ) – relator que apresentou parecer na Comissão de Ciência e Tecnologia – será aceita no substitutivo que pretende apresentar. Um dos maiores articuladores da proposta em 2008, Bittar se licenciou para assumir a secretaria municipal de Habitação do Rio de Janeiro. Ele tentou pedir urgência para levar a proposta diretamente ao plenário no final de 2008, mas não houve tempo para que isso fosse feito.

O deputado Paulo Henrique Lustosa (PMDB-CE) deverá relatar o PL 29/07, quando retornar à Comissão de Ciência e Tecnologia. Ele promete estabelecer prazos para relatar e votar a matéria, evitando mais protelamentos.

As discussões movimentaram tanto o setor, com a participação de representantes das empresas de TV, de telefonia, profissionais e produtores de conteúdo, que a Comissão de Defesa do Consumidor, que inicialmente não analisaria a proposta, acabou requisitando a tramitação.

Desde setembro do ano passado, Vital do Rêgo Filho está à frente da discussão, como relator da proposta. No final do ano passado, audiências públicas sobre o assunto foram realizadas para discutir os quatro aspectos técnicos da atividade: produção, programação, distribuição e empacotamento.

 

Da redação  Tele Síntese, com Agência Câmara

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