TV digital no ar: recepção ou decepção!

27/03/2009 § Deixe um comentário

26/03/09

Por Paulo Roberto Elias

Existe um apelo intrínseco na recepção de televisão digital, seja lá em que sistema for: chama-se HDTV.

Mas, a migração da transmissão analógica terrestre para a digital envolve um outro aspecto, de natureza estratégica: a transmissão analógica vai acabar em algum momento do futuro.

No Brasil, ainda resta muito tempo, mas em outros países, como, por exemplo, os Estados Unidos, a parada recente da TV analógica transmitida por algumas emissoras deixou muita gente sem ver televisão, o que é profundamente injusto, quando se considera que as áreas sem cobertura de sinal digital por lá ainda são muitas.

 No Brasil, estima-se existir cerca de 96% de domicílios com pelo menos um aparelho de televisão, na região sudeste, e cerca de 88 a 94% nas outras regiões. Isso, somado ao baixo poder aquisitivo de uma parcela significativa desta mesma população, tornará o processo de migração do analógico para o digital um problema de proporções consideráveis.

A mudança da transmissão analógica para a digital exige também a aquisição e instalação de um conversor, para todos os aparelhos de televisão que não estiverem equipados com o circuito de sintonia e o decodificador de sinal digital. Este conversor é na realidade um receptor completo, dotado de circuitos demoduladores e demultiplexadores, e potencialmente capaz de transformar o sinal original em algum sinal prontamente utilizável pelo usuário, de acordo com o tipo de televisão que ele tem.

O sinal digital transmitido vai ao ar modulado analogicamente em UHF (Ultra High Frequency), ocupando as faixas de frequência que vão do canal 14 ao canal 69 (470 a 806 MHz), mas somente 6 MHz são destinados a uma dada emissora, que poderá usar esta faixa para transmitir um único ou vários sinais combinados, naquilo que é chamado de “multiprogramação”.

 O sinal que sai da emissora tem o mesmo formato do sinal digital que sai de um DVD ou outra mídia parecida: a imagem é misturada (multiplexada) com o áudio, e ambas essas informações vão ao ar na forma de um único bitstream. Dentro do conversor, este sinal é separado (demultiplexado) e processado para ser entregue nas saídas de vídeo e de áudio do mesmo.

Fonte: AdNews

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Conceito de Linkania abre espaço para o exercício da cidadania na web

27/03/2009 § Deixe um comentário

 18/03/09


Nos últimos anos, a popularização da internet abriu margem ao aparecimento de inúmeras ações e movimentos com o intuito de estimular e abrir as portas para o exercício da cidadania por meio da web. A mais recente iniciativa nesse sentido atende pelo nome de Linkania, uma corruptela formada pelas palavras link e cidadania, que consiste em um espaço virtual para a prática da cidadania. Em vez do espaço físico de uma cidade, o relacionamento e a troca de informações são feitas por meio de links na web, criando assim uma relação de intercâmbio de conteúdos e produção de conhecimento.

O conceito foi apresentado nesta quarta-feira, 18, no Web Expo Forum 2009, em São Paulo, por Hernani Dimantas, coordenador do Laboratório de Inclusão Digital e Educação Comunitária (Lidec), do projeto Escola do Futuro da Universidade de São Paulo (USP). Ele explica que a internet não é mais uma ferramenta, mas um espaço de interação que funciona da mesma forma que qualquer outro, através da lógica da comunidade. A idéia principal por traz da prática da cidadania por meio da rede é a rapidez no acesso e na produção de conteúdo, em que o compartilhamento de idéias pode facilitar a obtenção de resultados.

Dimantas observa que a internet acabou por se tornar uma grande encurtadora de distâncias, e a interatividade constante fez com que o tempo de reação a uma determinada informação mudasse. “A internet é atemporal e a interação constante entre todos mudou a forma como as informações são acessadas.”

Para o pesquisador da USP, a lógica da comunidade empregada na rede criou novas perspectivas de trabalho, em que as pessoas se preparam para interagir virtualmente, mas transportam essas experiências para o mundo off-line, trabalhando sempre dentro da esfera colaborativa.

Outro ponto abordado por Dimantas foi o uso de internet nas escolas. Ele enfatiza que os diretores pedagógicos precisam analisar a situação sob a ótica de como a internet está sendo usada para ajudar no conteúdo das aulas, e não se as crianças a tem usado de forma correta. O coordenador do Lidec alerta que as escolas ainda não entenderam que para usar a rede é preciso perceber que ela é livre para todos e para qualquer coisa, e não adianta querer que ela se torne apenas mais uma ferramenta de apoio pedagógico. Ele frisa que não há como separar a internet “na escola” da web “fora da escola”. Contudo, Dimantas avalia que ainda vai demorar para que as instituições de ensino se conscientizem disso.

 
TI INSIDE – ONLINE

LG embute controle de automação em TV

27/03/2009 § Deixe um comentário

Por Daniel Serrano

A LG estará utilizando o sistema de automação Control4 em seus televisores. Segundo a Control4, a empresa Coreana passa a ser o primeiro fabricante a incorporar a tecnologia em um produto. Infelizmente, os televisores com o sistema não chegarão tão cedo a residências. A novidade chega ao mercado através da área comercial da LG, responsável por comercializar produtos para o mercado corporativo. Assim, quem desfrutará do novo produto, em princípio serão os hotéis, hospitais e empresas. Segundo executivos da Control4, no entanto, o sistema chegará logo aos lares, já que grande parte das tecnologias para automação é iniciada no mercado corporativo, atingindo logo em seguida o segmento residencial. Torço para isso.

FONTE: Cepro

Relator do PL 29 acha difícil barrar teles na TV paga

27/03/2009 § Deixe um comentário

24/03/2009

“será difícil barra a entrada das empresas de telefonia no setor de TVs por assinatura”

 O relator do PL 29/07 na Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara, deputado Vital do Rêgo Filho (PMDB-PB), defendeu a aprovação rápida da matéria e disse que acha difícil barrar a entrada das empresas de telefonia no setor de TVs por assinatura. O PL 29 unifica a regulamentação da TV paga, permite às teles entrar no mercado de audiovisual e cria medidas de proteção ao conteúdo nacional.

Ele prometeu entregar seu parecer no início do próximo mês e que vai sugerir um calendário comum para que o PL 29 seja votado ainda neste semestre pelas comissões de Defesa do Consumidor; de Ciência e Tecnologia; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. “Se soubermos dar celeridade ao processo, podemos votar o assunto até o meio do ano”, observou.

O projeto de autoria do deputado Paulo Bornhausen (DEM-SC) foi amplamente debatido no ano passado, mas não chegou a ser votado. O relator lembrou que os serviços têm um caráter público e um compromisso social, mas também precisam dar retorno econômico. “É um capital, nacional ou internacional, de um gigantismo muito grande, mas é consenso que será preciso trazê-lo”, ponderou ao defender uma nova regulação para a atividade.

Vital do Rêgo não quis adiantar detalhes do texto, mas assegurou, contudo, que o principal ponto é a discussão sobre o conteúdo da programação televisiva, especialmente a proposta de cotas para programas nacionais e regionais, sugerida durante o debate na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática.

O relator não informou se a proposta de Jorge Bittar (PT-RJ) – relator que apresentou parecer na Comissão de Ciência e Tecnologia – será aceita no substitutivo que pretende apresentar. Um dos maiores articuladores da proposta em 2008, Bittar se licenciou para assumir a secretaria municipal de Habitação do Rio de Janeiro. Ele tentou pedir urgência para levar a proposta diretamente ao plenário no final de 2008, mas não houve tempo para que isso fosse feito.

O deputado Paulo Henrique Lustosa (PMDB-CE) deverá relatar o PL 29/07, quando retornar à Comissão de Ciência e Tecnologia. Ele promete estabelecer prazos para relatar e votar a matéria, evitando mais protelamentos.

As discussões movimentaram tanto o setor, com a participação de representantes das empresas de TV, de telefonia, profissionais e produtores de conteúdo, que a Comissão de Defesa do Consumidor, que inicialmente não analisaria a proposta, acabou requisitando a tramitação.

Desde setembro do ano passado, Vital do Rêgo Filho está à frente da discussão, como relator da proposta. No final do ano passado, audiências públicas sobre o assunto foram realizadas para discutir os quatro aspectos técnicos da atividade: produção, programação, distribuição e empacotamento.

 

Da redação  Tele Síntese, com Agência Câmara

André Barbosa Filho abre Ciclo de Debates nesta sexta-feira na UCB

25/03/2009 § 1 comentário

a101469O Programa de Mestrado em Comunicação da Universidade Católica de Brasília realizará o primeiro encontro do Ciclo de Debates “Rupturas da Convergência Digital: na comunicação, nas organizações, na sociedade”, nesta sexta-feira, dia 27 de março, a partir das 10 horas, na sala K-023, do bloco São Marcelino Champagnat, no Campus I da UCB, em Taguatinga (DF).

Nosso convidado, que tratará do tema “A oferta de novas tecnologias, um movimento que não tem fim”, será o assessor da Presidência da República, André Barbosa Filho, co-autor dos livros Comunicação Digital e Mídias Digitais (Ed. Paulinas).

No evento, também será lançado o Manifesto Nada Será Como Antes: Rupturas da Convergência Digital, um chamado à pesquisa e à reflexão sobre a nova práxis comunicacional e sobre os novos paradigmas introduzidos pelo acesso às tecnologias digitais e às redes sociais colaborativas.

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